Tech lead backend
Summary
Tech lead for the backend at Be Growth, leading 9-15 engineers across 2-3 squads to improve development processes, architecture, and prepare for a rewrite, focusing on Go microservices, CI/CD, DORA metrics, and people management.
A Assiny processa pagamentos. Checkout, gateway próprio, assinaturas, parcelamento inteligente, reembolso, chargeback, split, conciliação, tudo em produção, tudo com dinheiro real passando.
Também temos um backend com cerca de 150 microsserviços em Go. Mais do que deveríamos ter. Temos código legado. Temos padrões de arquitetura que não estão uniformes entre serviços. E nosso fluxo de desenvolvimento não está organizado: a quebra de demanda varia por pessoa, o critério de aceite varia por card, e não medimos nosso próprio processo produtivo.
Nós sabemos disso. Fizemos o diagnóstico, temos os números, e é exatamente por isso que essa vaga existe.
Se você lê os parágrafos acima e sente um incômodo, essa vaga não é para você. Se você lê e pensa dá para arrumar, e eu sei por onde começar , continue lendo.
A posição
Você é o líder técnico do backend da Assiny, com 9 a 15 pessoas em 2 a 3 squads sob sua responsabilidade direta incluindo 1:1, desenvolvimento, avaliação e decisões de time. Você reporta à liderança de tecnologia e atua cross-produtos: checkout, gateway, nowall e as integrações que os conectam.
O mandato não é entregar mais features. É levar a engenharia do estado atual a um estado futuro desejado e você é quem define esse estado futuro, defende ele e traça o caminho.
E tem um destino no horizonte: estamos planejando uma reescrita. Ela não começa antes do fluxo de desenvolvimento estar estruturado, reescrever com o processo desorganizado é a forma mais cara de repetir os mesmos erros com sintaxe nova. Organizar a casa é o pré-requisito, e é por isso que essa contratação vem antes.
As quatro frentes do trabalho1. Fluxo de desenvolvimento
Estabelecer como a demanda entra, é quebrada, priorizada e aceita. Definition of Ready e Definition of Done que existam de verdade. Critérios de aceite que evitem retrabalho em vez de decorar o card. Ritual de sprint que sirva ao time, não ao relatório. E o mais importante: medir isso lead time, frequência de deploy, taxa de falha em mudança, tempo de recuperação. Se você já operou com DORA Metrics, vai se sentir em casa; se chamou de outro nome mas fez a mesma coisa, também.
2. Engenharia de entregaImplantar CI/CD de verdade sobre o que já existe (GitHub Actions com workflow reutilizável, ArgoCD, GKE). Estabelecer rotina de testes onde hoje ela é irregular. Fechar a lacuna de observabilidade hoje 44% do backend Go que está de pé tem tracing; o resto é ponto cego. Estratégia de branch e ambientes que pare de produzir divergência entre o que está em stage e o que está em produção.
3. ArquiteturaDiagnosticar e decidir: quais serviços consolidar, quais desligar, onde os limites estão errados. Padronizar os padrões de resiliência circuit breaker, retry com backoff, idempotência, DLQ em vez de deixá-los a critério de quem escreveu o serviço. Definir contratos entre serviços e registrar decisões em ADRs, para que a próxima pessoa não precise de arqueologia. Aproximadamente 30% do seu tempo é mão na massa: PRs de referência, prova de conceito e review pesado.
4. PessoasFormar líderes técnicos dentro do time em 2 a 3 squads, você não escala sem isso. Elevar a régua de code review. Dar feedback difícil quando for necessário. Um time que entrega bem sem você presente é o melhor indicador do seu trabalho.
Você não faz isso sozinho
Essa é uma diferença importante em relação a vagas parecidas: você não é o único adulto na sala.
- O arquiteto é seu principal parceiro nas decisões de estado futuro limites de serviço, contratos, o desenho da reescrita. Você não precisa desenhar tudo sozinho nem convencer a organização sozinho de que a arquitetura precisa mudar.
- O time de plataforma e DevOps é quem sustenta cluster, pipeline, ArgoCD e observabilidade. As frentes de CI/CD, ambientes e telemetria são construídas com eles: você define o padrão e a prioridade do lado da engenharia de produto; a infraestrutura não é um muro que você tem que escalar por fora.
Somando com a liderança de tecnologia, a quem você reporta diretamente, você tem três aliados com interesse idêntico ao seu. O que falta hoje não é apoio é alguém que assuma a agenda de organização do fluxo como sua.
O que precisamos que você já tenha feito
- Go em produção, com profundidade: Você vai revisar e escrever código desde a primeira semana.
- Liderança técnica de time de pelo menos 5 pessoas: com responsabilidade real sobre entrega e sobre o desenvolvimento das pessoas.
- Ter vindo de um lugar com fluxo de desenvolvimento estruturado: este é um requisito duro. E queremos entender qual foi o seu papel nele: você operou dentro de um fluxo pronto, ou participou de construí-lo? A segunda resposta pesa muito mais aqui.
- Sistemas distribuídos na prática: mensageria (Pub/Sub, RabbitMQ, Kafka), gRPC, Kubernetes, observabilidade. Você já debugou uma falha que atravessou cinco serviços.
- Ter conduzido a implantação de CI/CD e de rotina de testes em um time que não tinha: inclusive a parte difícil, que é convencer as pessoas.
- DORA Metrics ou equivalente: ter operado o processo produtivo baseado em indicador, não em percepção.
- Payments ou fintech: Aqui não é preferência de currículo: PCI, tokenização de cartão, split de recebíveis, postback de adquirente, janela regulatória de resposta a chargeback e conciliação financeira são o nosso dia a dia. Quem já viveu isso ganha meses de contexto.
- Plataforma / developer experience: o trabalho tem muito dessa natureza.
- Consolidação de microsserviços: (o caminho de volta, que quase ninguém tem no currículo e que é metade do nosso problema).
Como trabalhamos com IA
Isso não é enfeite na vaga é parte do trabalho e é onde estamos à frente.
O ecossistema já tem documentação técnica viva estruturada para consumo por IA: 7 domínios de negócio mapeados, documentação por serviço, schema de banco, inventário de observabilidade e diagnósticos de arquitetura versionados em repositório próprio. Rodamos agentes de IA no fluxo de planejamento e desenvolvimento (BMAD Method, Claude Code).
O que queremos de você: escalar isso para o time todo, com critério. Definir onde a IA acelera e onde ela introduz risco. Estabelecer guardrails de review para código gerado. Fazer com que a documentação continue viva à medida que o código muda. Se você já tem opinião formada inclusive opinião crítica sobre uso de IA em fluxo de desenvolvimento, queremos ouvir.
- Modelo: remoto, em qualquer lugar do Brasil. Se você mora em Belo Horizonte ou região, o híbrido é desejável mas não é condição.
- Contratação: PJ.
- Remuneração: fixo mensal competitivo para a senioridade, mais variável anual atrelado a resultado. Falamos de números com transparência já na primeira conversa.